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A volta do Fuscão!

Sim, ele andou meio sumido depois de voltar a roncar, mas foi por uma boa causa. Sua proprietária, Kátia, resolveu presentear o Fuscão com um período em um spa, para fazer um tratamento em algumas imperfeições e pegar um colorido melhor.

Agora, a sua cor ocre marajó está mais reluzente e onde ele passa chama mais atenção do que outrora. Levou uns bons meses pra chegar na finalização de todo o trabalho, mas valeu a espera!

Mas como toda a estória precisa de uma pitada de emoção, na hora de voltar pra casa o Fuscão reclamou, afinal, foram meses convivendo com a poeira no motor parado e na hora da partida se anunciou um vazamento um pouco inusitado. E aí o Ateliê do Fusca entrou novamente em ação para um procedimento de emergência, mas como sempre caprichado, para que o Fuscão enfim, voltasse sorridente pro seu lar!

Agora o Ateliê vai cuidar dos detalhes estéticos e funcionais que ficaram pendentes, além de uma boa limpeza no motor. Em breve, mais novidades!

 

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O Fuscão antes da lanternagem e pintura
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O Fuscão depois da lanternagem e pintura!
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Carro antigo é amor, é paciência!

Vejo uma corrida em direção ao estilo vintage ou retrô, desde vestimentas, bicicletas, decoração e claro, carros. Nessa pegada, muitas pessoas que viveram um passado com a presença de modelos que se tornaram clássicos pensam em retomar esse estilo, adquirindo um antigo, independente do modelo. A motivação está ligada a gosto ou mesmo memória afetiva, afinal, quem nunca teve um pai, uma mãe ou um outro parente próximo que já possuiu um Fusca, uma Brasília, Chevette, Caravan, Opala, Corcel, Passat, etc?

Nada de mais até aí, mas tenho a seguinte opinião a respeito de um modelo antigo: não é pra quem quer, é pra quem pode! No sentido de que é necessário aguentar às vezes piadinhas de pessoas sem noção que não entendem a motivação de manter ou adquirir um carro antigo: “Pra quê ficar usando esse carro? Hoje em dia é tão fácil fazer o financiamento de um novo…” Além disso, precisa de paciência pra ir acertando aos poucos seus pequenos problemas, causados geralmente pela falta de cuidado e atenção de longos anos: ignição, carburação, vazamentos, suspensão… Nesse caminho, tem gente que desanima no primeiro desafio…

Pra deixar um carro antigo em forma de novo é preciso paciência e amor. Pois às vezes você mexe aqui e ele reclama ali. Por exemplo, se você melhora a ignição e carburação, a suspensão pode reclamar ou se você mexe numa peça de ignição e fica melhor o funcionamento, outra que aparentemente estava normal, mas desgastada resolve dar o ar da graça e parar de funcionar. Enfim, quem mexe com carros antigos sabe de suas manias e sabe que eles parecem até adquirir personalidade própria.

Eles reclamam, fazem pirraça, mas quando percebem o verdadeiro empenho de quem os cuida e procura cumprir suas exigências com paciência e amor, respondem e colaboram dando-nos em troca o seu melhor, apesar de suas longas décadas de existência. Alguns estão diariamente pelas ruas, outros abrilhantam os encontros com a sua presença. Eles chamam a atenção, aceleram corações e nos fazem lembrar de um tempo em que as coisas eram feitas pra durar!

Então gostaria de dizer umas palavras aos amigos antigomobilistas e mecânicos entusiastas: parabéns pelo empenho, paciência e amor em manterem viva parte de nossa história! Já para aqueles que sonham em adquirir o seu primeiro carro antigo movidos pelo entusiasmo, um alerta: muita calma nessa hora! Pois como eu disse algumas linhas acima, um antigo não é pra quem quer, é pra quem pode!

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Eles estão bem vivos por aí! créditos: Portal Engeplus.

 

 

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Atenção ao aterramento!

Um dos problemas mais comuns nos Fuscas e similares, além de outros automóveis é a falta de aterramento (ou ligação à massa), que causa entre outras coisas, mal contato e intermitência no funcionamento dos equipamentos, aquecimento de bobina, lanternas e faróis fracos ou com funcionamento indevido.

Em post anterior, citei a questão da escolha da bobina errada para o tipo de ignição usada, o que pode causar transtornos tanto de funcionamento do motor quanto de aquecimento. Se a isso somarmos o problema de falta de aterramento a questão será bem complicada, mas não tão difícil de resolver.

Toda a carroceria de um Fusca faz o trabalho do terra, partindo do contato com o negativo da bateria, porém a eficiência desse aterramento depende das “pontes” entre o negativo da bateria, chassi, caixa de marchas e motor. Essas pontes são as malhas de aterramento. Além disso, é importante verificar os pontos de aterramento de cada item elétrico.

Um teste simples consiste em com um multímetro marcando 200ohm e com o motor ligado, ir testando os diversos pontos de aterramento dos componentes, tendo como referência o negativo da bateria. Qualquer medida a partir de 70ohm indica que a resistência naquele ponto está comprometida, sendo necessário verificar ou reforçar o aterramento.

Uma breve verificação do estado (limpos, bem apertados) ou simples reforço desses pontos de aterramento garante que a circulação da corrente elétrica seja o mais estável possível, diminuindo bastante diversos incômodos de funcionamento e até mesmo fenômenos ditos “inexplicáveis”.

Portanto, olho no aterramento!

Cordoalha de aterramento
Um exemplo de cordoalha de aterramento